Descrição
“[…] pensando a perversão como aquilo que altera a condição natural ou a ordem habitual das coisas, a “leitura perversa” seria aquela que desestabiliza o que foi convencionado como comum, natural e reverte a leitura para as profundezas dos textos e dos discursos, buscando no subterrâneo textual/discursivo, pouco explorado pelo senso comum, desvelar e descontruir as relações de poder hegemônicas que oprimem e massacram, interconectando, fortemente, esse tipo de leitura com o fazer-agir nas práticas sociais na perspectiva do LC.” (p. 252)
Ler de forma perversa é aprender a tirar a venda dos olhos e passar a ler textos para além de sua materialidade linguística, é aprender a ler textos a partir de suas conexões com a história, com a cultura e com o social, entendendo como as forças hegemônicas opressoras, emaranhadas em nosso cotidiano, atravessam nossas constituições e discursos e se fazem representadas nos textos que lemos e nos que produzimos, como forma de manter privilégios e invisibilizar e silenciar grupos marginalizados. A formação do professor como agente social e ser político é uma alternativa para disseminar a perversidade em nossas leituras, convertendo o ato de ler em um ato de resistência.
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