Descrição
A escola, como grupo social, constitui-se dinamicamente na interpretação e na implementação das ordenações oficialmente instituídas. Por isso, ela intervém na relação entre meios e fins, que é, afinal, a tarefa substantiva da administração escolar, revelando-se amiúde um lócus de produção de orientações e de regras, seguramente condicionadas, mas não determinadas.
Ao considerarmos a escola como organização em ação, compreendemos que os atores escolares, com suas contradições, seus antagonismos, suas interações, suas expectativas e seus costumes, encontram maneiras de conviver socialmente, constituem um modo de existir e de operar próprios em cada instituição. São valores, crenças e rotinas que vão formando a estrutura total da escola.
Há, por conseguinte, instrumentos, medidas e estratégias que favorecem a operacionalização da gestão da educação na perspectiva democrática, mas por si só não garantem sua materialização. Se as concepções políticas e as práticas sociais dos agentes educativos estiverem entrelaçadas em heranças autoritárias, burocráticas, hierarquizadas e supremacias de controle, de repressão, de interesses particulares ou corporativos, a democracia e a participação não passarão de lógicas ilusórias, nocivas e perversas, distanciadas do compromisso social da educação.
Logo, é necessário (re)pensarmos as possibilidades de educar para e pela democracia, em um processo contínuo de vivência da democracia, na escola e fora dela.
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