Descrição

Em 2016, Ortale publicou a primeira tese no Brasil que discute o italiano como língua de herança (LH). A pesquisa propôs uma redefinição do conceito de LH para o contexto brasileiro, colocando o sentimento de pertencimento como central e não os vínculos sanguíneos como requisito. Em 2017, a pesquisadora criou e registrou, junto ao Diretório dos Grupos de Pesquisas do CNPq, o Grupo de Estudos sobre Língua de Herança no Brasil (GELHE). Em 2019, após reflexões de Azevedo, Cunha, Fornasier e Ortale, fez-se necessária a criação do Núcleo de Estudos de Cultura e Língua de Herança (NuCLiH) que, desenhado em conjunto, nasce em 2021. Os temas iniciais eram: salvaguarda e difusão da língua, cultura e cozinha de herança italiana em São Paulo. Desses estudos, foram elaborados os conceitos: cozinha de herança; cultura de herança e foi aperfeiçoado, com Salvatto, o conceito de língua de herança. Após o primeiro ano, o NuCLiH foi agregando pesquisadores de outras comunidades imigrantes e universidades. Atualmente, as pesquisas abarcam as heranças armênia, árabe, eslava, espanhola, francesa, galega, italiana, japonesa, polonesa e de falantes do talian.

Em 2022, aconteceu o primeiro encontro anual do NuCLiH intitulado “Vivências em culturas e línguas de heranças”. Em 2023 tivemos o “Heranças culturais em diálogo” e, em 2024, “Cruzando caminhos e fronteiras”. Em 2025, comemorando o quarto evento do Núcleo, apresentamos esta obra, que compartilha pesquisas de seus integrantes – pesquisas essas ligadas diretamente à comunidade e que a tornam parte importante para a academia. Os eixos norteadores do grupo – cultura, língua e cozinha de herança – são indissociáveis e se retroalimentam, pois, a identidade de um povo se expressa simultaneamente pela linguagem, pelos costumes e pela culinária. É assim que os imigrantes transmitem suas origens e reafirmam suas identidades. O logotipo do Núcleo simboliza essa integração, unindo os três eixos em um movimento contínuo e harmonioso, representado por nuances de cores quentes.

Desejamos que essa união possa ser instrumento de paz e tolerância entre os povos.

Karine Marielly – NuCLiH/2025

Produtos relacionados

  • Gêneros e sexualidades: a violência de cada dia

    Gêneros e sexualidades

    a violência de cada dia

    Andréa Cristina Martelli e Kaoana Sopelsa

  • Ritmos infantis: tecidos de uma paisagem interior

    Ritmos infantis

    tecidos de uma paisagem interior

    Clara Eslava, Juan José Eslava, Maria Isabel Cabanellas e Raquel Polonio

    Comprar

  • Leituras sobre a sexualidade em filmes: feminilidades, masculinidades e transgeneridades. Vol. 5. Coleção Sexualidade & Mídias

    Leituras sobre a sexualidade em filmes

    feminilidades, masculinidades e transgeneridades. Vol. 5. Coleção Sexualidade & Mídias

    Ana Cláudia Bortolozzi Maia e Leilane Raquel Spadotto de Carvalho

  • Novas tecnologias da informação e comunicação: estratégias de leituras invertidas na educação

    Novas tecnologias da informação e comunicação

    estratégias de leituras invertidas na educação

    Ana Estela Brandão Duarte e Diogo Janes Munhoz

  • Literatura e ensino: contribuições para a formação do professor de ensino básico

    Literatura e ensino

    contribuições para a formação do professor de ensino básico

    Mayra Pinto

  • Educação estética: a arte como atividade educativa

    Educação estética

    a arte como atividade educativa

    Augusto Charan Alves Barbosa Gonçalves, Fabrício Santos Dias de Abreu e Patrícia Lima Martins Pederiva