Descrição

A organização em quatro capítulos temáticos – Caminhos de um projeto: costurando gestos e impactos no tecido social; A escola como travessia e espaço de cuidado; Quando a escola encontra a família: ecos, vínculos e reverberações; e Palavras que ficam: notas abertas ao por vir – são um convite ao leitor a experimentação, ao pensamento e a criação. A partir dos vínculos estabelecidos com as instituições parceiras durante todo o percurso da pesquisa-intervenção “Cuidados com a saúde mental infantil em escolas da rede municipal”, o livro abarca narrativas circulantes no âmbito da educação básica sobre a temática pesquisada que acompanhadas dos desenhos produzidos pela artista Isabella Delfim Alexandre marcam a obra como um recurso inovador na sua forma e estrutura. Cada capítulo permite que o leitor produza à sua maneira de ler, sentir e se relacionar com o texto, os desenhos e as narrativas. Ao tempo disso, consagra-se como um material que contribui para reflexões menos patologizantes e estigmatizantes, reconhecendo a escola e a família como instituições sociais com funções importantes em relação a promoção da saúde mental e a prevenção do adoecimento psíquico. Ao explorar estas questões sob a perspectiva de professores e gestores da educação, amplia o debate.

Saúde Mental e Educação Básica: reflexões sobre/com a Escola é uma leitura interessante e instigante, que reafirma a relevância das discussões em torno dos cuidados com a saúde mental na escola. A partir de uma problemática urgente – Como produzir práticas e processos de cuidado com a saúde mental infantil na escola? – a obra oferece uma perspectiva de discussão e análise que promovem diálogos construtivos para educadores, gestores, famílias e profissionais interessados pelo tema. O livro ao dar visibilidade ao percurso da pesquisa-intervenção financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), transforma e provoca a repensar práticas, compromissos e a própria função social da escola diante das demandas contemporâneas. Em um tempo presente em que a velocidade ampliada das mídias eletrônicas se opõe à forma tempo-espaço-velocidade da escola, reafirmá-la como espaço de encontro e de esperança, se torna indispensável para a produção de futuros mais humanos e solidários. É um convite a olhar a escola como território vivo, onde afetos, saberes e políticas se entrecruzam.

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