Diálogos sobre a docência universitária: desafios e superações do Grupo de Estudos de Práticas em Ensino (GEPE)

Organização: Ana Cristina Paes Leme Giffoni Cilião Torres, Evelyn Secco Faquin, Jeani Delgado Paschoal Moura

DOI: 10.51795/9786558698920

PREFÁCIO

A caracterização da ação docente nos permite pensar sobre a complexidade e potência da interação pedagógica. Muitos são os desafios e limites enfrentados nessa relação. O diagnóstico e reflexão sobre esses desafios e limites impõem-se como imprescindível no processo de formar-se para a experiência docente, que é exigente, demandando conhecimento científico, técnico, pedagógico, estético, além da sensibilidade apurada para construir com o outro.

Como resposta a demanda de compreensão da prática docente na universidade, foi constituído o Grupo de Estudos de Práticas em Ensino (GEPE/UEL), que se institucionalizou como espaço de reflexão e proposições que otimizassem a prática educativa construída na relação professor, estudante e conhecimento. É fundamental que se avalie as implicações e características de cada um dos integrantes dessa relação, para que se possa analisar mais elaboradamente as dificuldades que se impõem ao processo de ensino e aprendizagem que resulta numa determinada formação.

Se educar é uma tarefa complexa e essencial para o ser humano, o ser professor envolve a própria complexidade do ato de educar acrescida do fato de se constituir como atribuição de uma função social concretizada numa profissão, envolvendo fundamentalmente um corpo de saberes e o domínio dos modos de fazer. (ABBUD, 2007[1])

Na universidade o desafio de tornar-se docente exige a compreensão e mobilização do campo de saberes específicos da área e os modos de fazer que são os conhecimentos pedagógicos.

O livro “Diálogos sobre a Docência Universitária: Desafios e Superações do Grupo de Estudos de Práticas em Ensino (GEPE)” apresenta ações do GEPE e suas interlocuções com a docência universitária, principalmente nos dois últimos anos em que fomos assolados pelas restrições da pandemia da Covid-19. Essas restrições exigiram a construção de novos recursos numa nova forma de fazer o ensino, o Ensino Remoto Emergencial (ERE), para que as atividades da graduação e da pós graduação se mantivessem vivas.

Os relatos aqui apresentados, colocam em evidência a potência do ‘refazer’ docente, que se reinventou mantendo o compromisso da qualidade da formação oferecida nas atividades acadêmicas. Coloca também em evidência a importância da organização institucional para garantir a formação continuada de docentes.

O GEPE com seus 10 anos de existência, e pelas ações já desenvolvidas aponta para o caminho da construção de uma política de formação continuada de docentes, que precisa ser construída na experiência do trabalho coletivo, colaborativo e de troca, como dizem os Gepeanos “tudo junto e misturado”

Que a leitura dessas ‘histórias’ sobre o fazer docente inspire e conduza a reflexão sobre nosso papel como docentes e todas as possibilidades que temos de sempre fazer de outro modo, de sempre buscar fazer melhor, de superação.

Ana Márcia Fernandes Tucci de Carvalho Maria Elisa Wotzasek Cestari Marta Regina Gimenez Favaro

[1] ABBUD, M. L. M. História da educação no curso de Pedagogia 1960 a 1990 – FFCLL/UEL. EDUCERE, 2007, Curitiba-PR. EDUCERE- Saberes docentes, 2007. p. 955-965.

Ano de lançamento

2022

Número de páginas

274

ISBN [e-book]

978-65-5869-892-0

Organização

Ana Cristina Paes Leme Giffoni Cilião Torres, Evelyn Secco Faquin, Jeani Delgado Paschoal Moura

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