Descrição

As cercas de arame farpado, os caminhos de chão batido, as travessias dos rios e baías amazônicas e paraenses – Guajará, Marajó, Xingu, Amazonas, Tapajós, Tocantins, Guamá, Paracauari, pequenos e grandes braços e furos que desaguam no mar – guardam suas gentes com suas histórias e lutas, impulsionam esse movimento de travessias, de atravessar as cercas, caminho que trilhei para chegar até aqui. Como também as Joanas, as Dandaras, as Marias e tantas Anas e Josés, migrantes e peregrinos às margens dos rios e das estradas, mas não de seus sonhos. Somos amazônidas, somos as florestas, somos todos os rios da Amazônia e do mundo.

As narrativas partilhadas neste livro acionam memórias significativas, mobilizando (re)sentimentos apagados e/ou interditos. Professores em formação inicial, que são os estudantes com os quais trabalhamos na Faculdade de Etnodiversidade, além de participarem de movimentos sociais, trazem consigo relações com seus territórios e narrativas marcadas por uma temporalidade orientada pelo fluxo das marés e pelas fases da lua, algo que constitui suas práticas sociais.

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