Educação Infantil

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  • A IMAGINAÇÃO INFANTIL: RELAÇÕES ENTRE GÊNEROS DISCURSIVOS, DESENHOS E BRINCADEIRA DE PAPÉIS SOCIAIS – Gislaine Rossler Rodrigues Gobbo; Stela Miller

    R$40,00

    Gislaine Rossler Rodrigues Gobbo; Stela Miller !@
    A imaginação infantil: relações entre gêneros discursivos, desenhos e brincadeira de papéis sociais. São Carlos: Pedro & João Editores, 2019. 287p.
    ISBN 978-85-7993-629-6
    1. Desenvolvimento da imaginação. 2. Educação infantil. 3. Gêneros do discurso. 4. Papel social. 5. Autoras. I. Título.
    CDD – 370

  • Bebês como potência de vida: corporeidade e sensorialidade na Educação Infantil

    R$35,00

    Nota Introdutória

    É uma imensa alegria apresentar este livro gestado dentro da escola de educação infantil na qual percebemos o exercício analítico completamente vinculado à prática pedagógica com bebês onde o cuidado educativo está presente em cada intenção, seja no olhar, na fala, no movimento, na escuta, no planejamento que pensa o chegar, o permanecer e o sair. Fazendo uso de diferentes estudiosos/as que pensam as infâncias e refletindo a prática à luz destas pesquisas, somos convidadas a adentrar na escola para conhecer o grupo de bebês, o que pensa a professora e como organiza, planeja, resolve os problemas que vão surgindo. Militantes na educação infantil, conheço ambas as autoras, Leni por ter sido professora e orientadora de Mestrado; Bárbara, por iniciar o seu ofício como professora neste espaço, no qual exerço as funções de diretora e coordenadora pedagógica.

    Nunca é demais lembrar que a escola de educação infantil, como um direito social da criança, é recente. Disto resultou uma série de mudanças, dentre elas, a integração como primeira etapa da Educação Básica. Leis, resoluções, pareceres, indicativos passam a normatizar o funcionamento das instituições que atendem bebês/ crianças de 0 a 6 anos de idade. Este ordenamento jurídico não é isento de poder e dele resultam variantes de projetos pedagógicos que incidem na vida dos adultos e crianças de diferentes maneiras.

    A escola de educação infantil, com sua longa jornada e com características muito próprias de atendimento, esteve por muito tempo sob a sombra do ensino fundamental. Na tentativa de desenvolver um trabalho que seja reconhecido pela comunidade e, muitas vezes, acreditando que é o melhor como proposta curricular, algumas escolas, em diferentes situações, planejam um trabalho antecipando a escolarização tanto em termos de projeto pedagógico, como realizando rituais distantes da vida das crianças. Temos um longo caminho para discutir, estudar, rever projetos e concepções que circulam nos espaços que se dedicam às infâncias. Temos falta de materiais para escolas de educação infantil e mais ainda para pensar projetos para os bebês.

    Este livro vem ao encontro desta ausência. Endereçado a quem se debruça sobre a educação de bebês e de crianças pequenas poderá servir como objeto de estudo e inspiração, jamais como modelo, pois foi criado a partir de uma realidade local, singular e única. Entre o rotineiro e o inusitado, próprio da vida de uma escola infantil existem demandas que geram correrias, atropelos, caos, em que as coisas parecem sair do lugar, mas também, e na mesma medida, a tranquilidade, o silêncio contemplativo, a grandeza da alegria que vemos em cada vida recém-chegada ao mundo. A peculiaridade de um trabalho em que o cuidado com o corpo e a saúde do bebê se fundem de tal modo ao processo da formação de saberes, sendo impossível distinguir o que é cuidar e o que é educar, exige, permanentemente de quem escolheu estar na escola de educação infantil, uma conduta disponível para estudar, pesquisar, registrar, anotar, descrever, retomar, avaliar, refletir, aprender acreditando que é possível uma educação acolhedora e afetiva em que as interações e brincadeiras nutrem os encontros.

    Lançando mão dos conceitos corporeidade e sensorialidade, importantes para o trabalho com bebês, as autoras vão planejando os encontros e reencontros, detalhando-os em quatorze cenas que traduzem de forma maiúscula a vida pulsante, colorida, criativa, alegre, chorosa, exclamativa, interrogativa, diversa, plural, inventiva, barulhenta, silenciosa, curiosa, musicada, melecada de um grupo de bebês andarilhos que fazem uso do corpo e das sensações por inteiro para ensinar e aprender um bocadinho sobre o mundo, mostrando que a fome não é só de comida.

    Se, por um lado, as cenas mostram como a fome e a sede, expressadas pelo grupo de bebês, para que possam saber e entender a vida, ele precisa ser cuidado, nutrido, educado e seu universo de descobertas pode ser ampliado através de músicas, brincadeiras, danças, brinquedos, conversas, objetos, materiais, histórias, cirandas, colo, aconchego e trocas. Por outro, elas não deixam de reconhecer e retratar alguns dilemas vividos e resolvidos para respeitar e convergir o desejo do bebê, a organização complexa da escola com horários e uma equipe de trabalho que pensa diferente e que dispõe de pouco tempo para trocar, não perdendo de vista a indagação: o que pode um corpo na escola? Como professora pesquisadora e arquivista, lança mão de algumas imagens fotográficas que dialogam com os seus escritos, testemunhando o caminho dos bebês e dela própria, respondendo o que e como pode um corpo do bebê na escola.

    Um corpo que insiste em viver num mundo carregado da soberba de, em nome da preservação da vida, dizer e controlar a partir de uma perspectiva adultocentrada que o percebe como carente de tudo. A escola, ao negligenciar ou tratar de qualquer jeito os sentimentos, desejos e vontades do bebê, deixa a sua vida mais árida. Parece difícil chegar a um lugar de equilíbrio, pois o bebê, é dependente do olhar, da atenção, do cuidado, da sensibilidade, da delicadeza, porque, como nativo recém-chegado, precisa da disposição dos adultos que conhecem e estão na vida há mais tempo o tratamento respeitoso, dando-lhe liberdade para experimentar, conhecer e ampliar os saberes. Precisa que os adultos estejam disponíveis para traduzir o que comunicam com o corpo. O trabalho apresentado neste livro mostra que é possível chegar a um equilíbrio, garantindo que a escola de educação infantil seja um local coletivo de grande afeto, alegria, regras, rotina, onde a conduta dos adultos não sufoque o corpo falante do bebê, mas amplifique a sua forma de se relacionar e comunicar, com atenção às minúcias da sua interação e das relações que estabelece.

    Assim, fica o convite ao leitor ou leitora para usufruir desta importante leitura e criar em sua escola outras cenas e, assim como as aqui apresentadas, possam também registrar, anotar, fotografar, avaliar, discutir e compartilhar, para quem sabe, ampliarmos uma pedagogia da infância oriunda das professoras-pesquisadoras que estão nas escolas de educação infantil, contribuindo para que esse espaço possibilite a cada bebê viver na sua plenitude tudo o que pode o seu corpo.

                                                                                                                                                                     Magali Oliveira Frassão

     

  • DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA: TEORIA E PRÁTICA – Suely Amaral Mello; Maria Carmen Silveira Barbosa; Ana Lúcia Goulart de Faria (Orgs.)

    R$30,00

    Suely Amaral Mello; Maria Carmen Silveira Barbosa; Ana Lúcia Goulart de Faria (Orgs.) !@
    Ano de Publicação 2017
    Páginas 132
    Tamanho 14 x 21
    ISBN 978-85-7993-438-4

  • EDUCAÇÃO DE BEBÊS: CUIDAR E EDUCAR PARA O DESENVOLVIMENTO HUMANO – José Ricardo Silva; Regina Aparecida Marques de Souza; Suely Amaral Mello; Vanilda Gonçalves de Lima (Orgs.)

    R$32,00R$40,00

    José Ricardo Silva; Regina Aparecida Marques de Souza; Suely Amaral Mello; Vanilda Gonçalves de Lima (Orgs.) !@
    Educação de bebês: cuidar e educar para o desenvolvimento humano. São Carlos: Pedro & João Editores, 2018. 310p.
    ISBN 978-85-7993-543-5
    1. Educação de bebês. 2. Cuidado de bebês. 3. O espaço para bebês. 4. Papel do professor de bebês. 5. Autores. I. Título.
    CDD – 370

  • EDUCAR OS TRÊS PRIMEIROS ANOS: A experiência Pikler-LÓczy – 3ª Edição

    R$35,00

    Judit Falk (Organizadora)!@
    Educar os três primeiros anos: a experiência Pikler – Lóczy. São Carlos: Pedro & João Editores, 2020. 102p.
    ISBN 978-65-5869-048-1
    1. Educação de bebês. 2. Experiência de Lóczy. 3. Educar os
    três primeiros anos. 4. Autoras. I. Título.
    CDD 370

  • ESCRITAS DO COTIDIANO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: MODOS DE ESTAR ATENTOS A SI E AOS OUTROS – Laura Noemi Chaluh; Keila Santos Pinto (Organizadoras)

    R$28,00R$35,00

    Laura Noemi Chaluh; Keila Santos Pinto (Organizadoras) !@
    Escritas do cotidiano na Educação Infantil: modos de estar atentos a si e aos outros. São Carlos: Pedro & João Editores, 2019. 95p.
    ISBN 978-85-7993-679-1
    1. Formação de professores. 2. Saberes da experiência. 3. Narrativas. 4. Alteridade. 5. Autores. I. Título.
    CDD – 370

  • ESTUDOS DE BEBÊS E DIÁLOGOS COM A SOCIOLOGIA – Gabriela Tebet (Organizadora)

    R$52,00R$60,00

    Gabriela Tebet (Organizadora) !@
    Estudos de bebês e diálogos com a sociologia. São Carlos: Pedro & João Editores, 2019. 631p.
    ISBN 978-85-7993-660-9 [Ebook]
    978-85-7993-669-2 [Livro impresso]
    1. Estudos de Educação. 2. Estudos de bebês. 3. Sociologia e estudos de bebês. 4. Autores. I. Título.
    CDD – 370

  • Eu quero ser o sol! crianças pequenininhas, culturas infantis, creche e intersecção

    R$28,00R$35,00

    Flavio Santiago !@
    Eu quero ser o sol! crianças pequenininhas, culturas infantis, creche e intersecção. São Carlos: Pedro & João Editores, 2019. 154p.
    ISBN 978-85-7993-698-2
    1. Creche. 2. Culturas infantis. 3. Crianças pequenininhas. 4. Interseccionalidade. 5. Autor. I. Título.
    CDD – 370

  • GÊNERO E EDUCAÇÃO INFANTIL: POLITICAS DA INDENTIDADE – Alex Barreiro

    R$28,00R$35,00

    Alex Barreiro !@
    Gênero e Educação Infantil: política das identidades. São Carlos: Pedro & João Editores, 2019. 167p.
    ISBN 978-85-7993-714-9
    1. Educação infantil. 2. Ideologia de gênero. 3. Sexualidade infantil. 4. Pesquisa etnográfica. 5. Autores. I. Título.
    CDD – 370

  • INFÂNCIA E PÓS-ESTRUTURALISMO – Anete Abramowicz; Gabriela Tebet (Organizadoras)

    R$36,00R$45,00

    Anete Abramowicz; Gabriela Tebet (Organizadoras) !@
    Infância e pós-estruturalismo. São Carlos: Pedro & João Editores, 2019. 250p.
    ISBN 978-85-7993-707-1
    1. Estudos da infância. 2. Infância e pós-estruturalismo. 3. Educação infantil. 4. Autores. I. Título.
    CDD – 370

  • Neuropsicologia Infantil

    R$42,00R$60,00

    Karina Kelly Borges [Org.]
    Neuropsicologia infantil. São Carlos: Pedro & João Editores, 2020. 251p.
    ISBN: 978-65-5869-078-8 [Digital]
    1. Estudo de caso. 2. Neuropsicologia. 3. Psicologia clínica. 4. Transtorno
    de aprendizagem. I. Título.
    CDD – 150

  • O professor, a criança e a escrita: um caminho metodológico

    R$45,00

    PREFÁCIO
    Durante a quarentena, de março a abril de 2020, imposta pela primeira onda da pandemia do COVID-19, reestruturei minha rotina e tive tempo para fazer a limpeza das estantes que abrigam generosamente meus livros num quarto do apartamento onde moro. Embora não goste de realizar todos os serviços domésticos de que uma casa necessita para seu bom funcionamento, devo confessar que a tarefa me foi muito prazerosa. Percebi que as estantes que guardavam os livros acadêmicos clássicos e atuais sobre a filosofia da linguagem e sobre a metodologia de ensino da língua portuguesa estavam menos empoeiradas que aquelas nas quais se acomodavam as obras literárias. Fato facilmente explicado já que há muito tempo a pesquisa e o ensino na área da didática da língua materna têm consumido todo o meu tempo de leitura.
    Durante a faxina encontrei livros que já não me lembrava de que os possuía e a poeira foi ficando, porque a leitura foi chegando. Em mãos com a sétima edição de As obras primas do conto universal, publicada pela Martins Editora em 1954, reli grandes contistas como Andersen, Anatole France, Balzac, Cervantes, Daudet, Dickens, Mark Twain, Maupassant, Poe, Tolstói e Wild, mas também li pela primeira vez outros escritores desconhecidos para mim e que me encantaram: Andreief, Hoffmann, Katherine Mansfield, Peretz, Pirandello, Saki, Strindberg e Tchecoff. Quanto tempo perdido! Esse encontro precisaria ter acontecido entre as décadas de 70 e 80 do século XX, período que estive na escola básica, aberta para todo tipo de história e de conhecimento. A escola permitiu que eu retirasse livros da biblioteca apenas na 5ª série! Quanto atraso! Tempo de leitura literária desperdiçado!
    Este livro que você tem em mãos, caro leitor, é um exemplo de como os professores da educação básica podem evitar essa procrastinação e trazer para o grande auditório de crianças – sedentas do novo, da linguagem escrita, da arte – uma conferência com todos esses nomes da literatura reconhecidos e admirados por tantos leitores. Em O professor, a criança e a escrita: um caminho metodológico, a professora e pesquisadora Raquel Pereira Soares trouxe para as crianças de uma escola municipal de Uberlândia, Minas Gerais, a escrita de contos produzidos por Léon Tolstói. Ele, que escrevia apoiado em suas reminiscências, inspirou as crianças mineiras a escreverem seus contos também baseados em suas experiências cotidianas. Raquel proporcionou a elas um encontro com um autor desconhecido, e, aos poucos lendo os contos – Os três ladrões; Como um menino contou que uma tempestade o apanhou de surpresa na floresta; A vaca; O Tubarão; O Salto; A menina e os cogumelos; Titia conta como um pardal chamado Vivinho foi domesticado – conheceram algumas páginas de poesia profunda e, às vezes, angustiosa, da compreensão da vida e dos homens, pela visão do autor russo.
    O ato de ler alimenta o desejo do ato de escrever. As crianças mergulharam em um projeto de ensino de escrita de contos, produziram seus próprios escritos e publicaram uma coletânea. Contudo, o caminho foi longo. Aqui está mais um mérito deste livro publicado, o de mostrar aos professores uma possibilidade exitosa de como conduzir o ensino da escrita de forma autêntica e ligada à vida das crianças.
    Muitos são os conteúdos que os documentos oficiais indicam para as grades curriculares, entre eles o ensino de diversos gêneros textuais. O tema não é fácil nem mesmo para os acadêmicos que se dedicam a estudar as particularidades de geneticidade dos escritos produzidos, ou de um gênero em especial. Quem de nós já não se viu em situação difícil para diferenciar um conto de uma crônica? Ou um conto de uma novela? Devemos falar disso com crianças? A professora provou que é possível. As técnicas de produção dos contos também são debatidíssimas entre os críticos literários, mas na verdade o fato é que não se pode ter um único processo criativo, pois correríamos o risco de não mais produzir obras de arte. Os escritores têm liberdade poética para criar; as crianças também tiveram. O foco da escrita de contos com as crianças manteve-se sempre na escolha de uma história vivida que elegiam para contar, como parte da vida, encarnada nas palavras selecionadas com cuidado e na organização do tempo e do espaço do dito de maneira a tornar a narrativa atraente, um conto interessante para ser lido.  porém, requer outro método.

    […]
    As crianças aprenderam a questionar um texto literário, a compreender seu enunciado, a encontrar os temas importados da cultura do cotidiano russo, a escolher um tema para escrever seus próprios contos, a planejar o texto, e suas relações de anterioridade, concomitância e posterioridade, antes de colocá-lo no papel. Elas exercitaram a escrita de um dos gêneros literários, e mesmo sem a tarimba e a experiência de Tolstói, revisitaram os escritos, ora retirando o excedente, o dispensável, o inoportuno, ora acrescentando palavras, frases e orações absolutamente necessárias para a produção do sentido. O diálogo com a professora leitora e criadora de textos foi essencial para trilhar esse caminho percorrido
    pela primeira vez por muitas das crianças envolvidas no projeto.
    […]
    Eu me arrisco a dizer que os envolvidos nesse projeto coletivo de aprendizagem aqui apresentado – professora Raquel e seus alunos – padecem continuadamente de uma sede intolerável de água límpida e fresca da melhor qualidade. A sorte deles é que as fontes que produzem essas águas são abundantes, dá para saciar a sede dessa vida e de outras, quem sabe?

    Adriana Pastorello Buim Arena
    Amiga e companheira de trabalho da autora