EDUCAÇÃO

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  • A Pedagogia Social na perspectiva bakhtiniana: um encontro dialógico

    R$35,00

    APRESENTAÇÃO

    O debate na cena educacional brasileira tem suscitado questões sociais que extrapolam o âmbito escolar e nos desafiam constantemente para pensarmos uma sociedade e um mundo menos desigual e mais inclusivo, no qual os direitos humanos sejam realmente uma conquista de grupos plurais, em suas especificidades e contradições, alinhadas a uma visão de mundo que contribua para um pensar mais crítico e participativo em sua transformação.
    Nesse contexto pandêmico que nos acompanha há quase dois anos, no Brasil e no mundo, novas configurações sociais têm se apresentado em nossa convivência e atuação no contexto concreto em que nos relacionamos, seja na família, seja no ambiente profissional, seja na escola ou em atividades culturais, nossa forma de compreender o mundo se ampliou também para novas concepções de tempo e de espaço, em razão das novas tecnologias digitais e novas formas de comunicação e interação verbal que se consolidam entre nós.
    A Pedagogia Social, como ciência da Educação Social, é uma matriz teórica que nos convida à reflexão dos processos político-sociais que têm causado a segregação, o desrespeito à vida e à condição humana, o desamparo a grupos ainda marginalizados em nosso contexto, além de outras evidentes distorções que têm apartado do convívio social, da cultura e do movimento da história, sujeitos desamparados pelo poder público.
    Em que sentido, portanto, seria possível um diálogo entre os pressupostos teóricos da Pedagogia Social e a arquitetônica bakhtiniana, em sua ênfase nas relações dialógico-polifônicas que se instauram em nossa pluralidade discursiva? Esta e outras questões foram trazidas à baila, durante o nosso curso da disciplina “Tópicos especiais em estudos do cotidiano e educação popular: contribuições de Bakhtin e do Círculo à Pedagogia Social”, durante o primeiro e o segundo semestre de 2021, materializadas aqui em textos produzidos pelos mestrandos e doutorandos da Faculdade de Educação, da Universidade Federal Fluminense, em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Vitória.
    Desse modo, percorremos algumas categorias conceituais básicas atinentes ao campo teórico do filósofo russo Mikhail Mikhailovich Bakhtin e do círculo de intelectuais com o qual conviveu na Rússia, buscando sempre uma possibilidade de interlocução com a Pedagogia Social, em sua perspectiva social e inclusiva do homem, em sua capacidade de se expressar e se posicionar no mundo de forma ética, responsável e responsiva.
    Não pretendemos responder todas as questões que nos afligem e nos afetam, nesses tempos tão difíceis, de pouca tolerância, do estímulo ao individualismo e da exacerbação de discursos preconceituosos em algumas vozes que circulam na esfera social, mas certamente esse primeiro movimento de aproximação entre esses campos teóricos poderá nos provocar com novas reflexões sobre a vida em coletividade e o que dela pode-se realmente potencializar para o fortalecimento da docência, da escola e das relações humanas de modo geral.
    Boa leitura!
    As organizadoras

  • ATLAS DE IMAGENS – História da educação e da escola. 2 volumes

    R$320,00

    UM LIVRO MUITO ESPECIAL

    ALT, Robert. Atlas de imagens: História da educação e da escola. São Carlos, Pedro & João Editores, 2021, 2 volumes.

    Trata-se de uma obra cuja particularidade é apresentar-se como uma história da educação abundantemente ilustrada, desdobrada em dois volumes, sendo que o primeiro volume abrange “desde as primeiras relações sociais até as vésperas da revolução burguesa”; e o segundo volume cobre o período que se estende da Revolução Francesa ao século XX. Dessa forma, iniciando-se com a abordagem da educação nas sociedades pré-históricas mostra, contudo, pelas imagens selecionadas, como essa forma de educação, dita primitiva, subsiste, ainda, em nossa época em diferentes regiões do planeta.

    Quero, então, nessa oportunidade, parabenizar o Professor João Wanderley Geraldi que, em parceria com o Prof. Bernd Fichtner, enfrentou a árdua tarefa da tradução do alemão para o português disponibilizando, assim, para os professores brasileiros esse importante instrumento para subsidiar suas aulas com um abalizado conhecimento da história da educação e da escola enriquecido com eloquentes imagens.

    Recomendo, pois, vivamente a leitura e o estudo desse precioso livro de Robert Alt a todos os professores do nosso país.

     

    São Paulo, 15 de dezembro de 2021.

    Dermeval Saviani,

    Professor Emérito da UNICAMP, Pesquisador Emérito do CNPq e Professor Titular Colaborador Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da UNICAMP.

     

  • ATLAS DE IMAGENS – História da Educação e da Escola. 2 volumes.

    R$320,00

    Atlas de imagens – História da Educação e da Escola

    Para compor este Atlas, o educador alemão Robert Alt realizou uma façanha: encontrar e selecionar imagens, escrever legendas-comentários, num espaço de tempo que vai desde as primeiras relações sociais até a Primeira Guerra Mundial (com algumas páginas sobre a Revolução de Outubro e a sociedade soviética – muito provavelmente um acréscimo necessário à edição da obra). Robert Alt viveu na Alemanha e depois da Segunda Guerra Mundial, viveu em Berlim oriental, tendo exercido cargos na área da educação.

    O esforço, em tempos em que não havia internet, deve ter sido ingente para obter um resultado assim surpreendente. São centenas de imagens distribuídas em dois volumes, passando pela Antiguidade, pela Idade Média, chegando ao Séc. XX. Um panorama que desconhece fronteiras.  O leitor especialista encontrará aqui um conjunto de portas pelas quais pode entrar para desvendar outros mistérios. O leitor não especialista terá a vantagem de olhar para o detalhe a cada imagem e sua legenda-comentário e ao final obterá uma visão panorâmica da história da educação. Não é pouco!

    Encontrei os dois volumes vasculhando a biblioteca do Prof. Bernd Fichtner, quando estava na Universidade de Siegen com bolsa de pesquisa concedida pelo DAAD, ao mesmo tempo em que participava de Seminários no programa internacional de doutorado em educação (INED). Imediatamente fui tomado pela obra. E propus a tradução, imaginando que esta obra poderia incentivar pesquisadores brasileiros a realizarem algo semelhante sobre a nossa história da educação e da escola.

    Nilda Alves aceitou associar-se a esta empreitada escrevendo um prefácio que é ao mesmo tempo um ensaio, mostrando aa múltiplas leituras que uma obra assim concebida pode proporcionar segundo os interesses e perspectivas teóricas do leitor.

    Valdemir Miotello aceitou ser o editor – eis outro desafio. Não é uma edição fácil: muitas imagens do original de Alt estão borradas ou esmaecidas. O trabalho técnico tentou apresentar um resultado satisfatório (mas nem sempre aquele desejado porque era impossível refazer a pesquisa para encontrar as fontes, também elas secundárias).

    É uma alegria ver Robert Alt soar em português.

    João Wanderley Geraldi

  • Cartas na ventania

    R$25,00

    Um bilhete

     

    Nathercia, olá!

     

    O desejo fincado de dizer a palavra própria parece que está aumentando. É a vitória sobre o medo de dizer a palavra. Esse medo revela o medo de ser humano. Temos que vencer o medo. Como dizia Paulo Freire, temos medo da liberdade. Como pode a gente ter medo de ser livre, medo de não ser oprimido… Como pode um humano não querer ser livre! Que força estranha e medonha é essa que arranca de dentro de um humano esse desejo de ser humano, de ser livre, de não ser oprimido, de poder dizer sua palavra, de viver sua vida na relação livre com outras vidas! Que força medonha é essa!!!

    Dizer a palavra! É assim que vejo esse trabalho presente nesse livro de responder e trocar palavras no grande tempo… recebeu uma palavra lá atrás, na lonjura… e essas palavras duram, ficam vivas ou vivem sua ressurreição… e a circulação renovadora põe ainda as vozes que estão nela pra produzir sentido no hoje… é o grande tempo vivo… é o encontro com a ancestralidade… e encontro com o futuro, onde no hoje as memórias do futuro fertilizam as memórias do passado! Vale a pena! Vale a pena sacudir o pó do tempo e fazer novamente a palavra circular…

    Palavras valem. Elas são portadoras dos valores que fazemos penetrar nelas, como nosso projeto de dizer, de nossa luta de ser, ser mais nas palavras de Paulo Freire… palavras levam ao outro nosso jeito de viver, de ver o mundo, de tomar postura diante dos eventos…

    Palavra não deve ter dono, não tem proprietários, não pode ter um sentido único. Quando ela penetra tua alma, ela já vem com outras vozes dentro dela, e ela se transforma em uma palavra tua, mas não pra te adonares dela, mas pra que ela seja tua arma de luta. E uma luta por todos que já habitam nessa palavra… com essa palavra poderosa vais ao encontro de outras palavras… pensando assim, logo vemos que a palavra nasceu pra ser livre. Não brigo pela liberdade da imprensa, mas pela liberdade da palavra. Normalmente quem briga pela liberdade da imprensa quer aprisionar a palavra; quer fazer ela circular com sentidos únicos, controlados, dominados. Sentidos dominados por quem já domina a sociedade. Nossa briga tem que ser pela liberdade da palavra, pelos sentidos vários das palavras. Ela é livre… ela anda, circula, vai de um em um, se encharca de vida, engravida… palavra é ligeira, busca o encontro com outra palavra, é pra ser usada, enunciada, cantada, sussurrada, escrita, falada, copiada, plagiada… palavra é livre… palavra não tem dono…

    Então… vamos dizer nossa palavra… assim ela vira logo palavra de outro, mais larga, mais profunda, com mais camadas de vozes… libertárias…

    Viva Paulo Freire!!! Viva a palavra!!!

     

    Miotello

  • G i r o Epistemológico para uma Educação Antirracista

    R$80,00

    PREFÁCIO

     Kiusam de Oliveira

     

    Apesar das pisadas de tuas botas, subsisto. Renasço, bravamente. Insistente, não me calo e disparo saliva se me ataca, revido a tua obra, que é viciada, esperneio ferozmente se me dá tapa. Na tua fuça, cuspo se como bola preta me encaçapa. (Kiusam de Oliveira)

    A obra Giro Epistemológico para uma Educação Antirracista chega como um bálsamo capaz de espalhar humanidade entre os povos, curando feridas abertas causadas por toda barbárie vivida no mundo provocada pelo racismo, sexismo, necropolítica, negacionismo, xenofobia etc. Tal cura está diretamente ligada à possibilidade de provocar deslocamentos necessários do olhar, pensar e agir sankofamente, isto é, apresentando textos que retratam a necessidade urgente de voltar para casa, no passado, e trazer de lá conhecimentos fundamentais para o restabelecimento de uma ética humana, no presente. Você pode me perguntar a que casa me refiro? E, certamente, eu lhe responderei “Eu me refiro a nossa casa ancestral – África, o Berço da Humanidade”. E que passado é esse? Eu me refiro ao passado ancestral, que remonta a bilhões de anos atrás, quando o planeta Terra foi gerado e tudo nele começou a nascer, tendo o solo africano como testemunha.

    Tal cura nesses moldes parece uma tarefa ousada, mas ela é tão somente justa e necessária, a fim de ampliar a nossa consciência a respeito do valor inestimável do continente africano. Nesse sentido, redimensionar o continente africano à centralidade do planeta é a ginga necessária para se compreender todo o racismo estruturado secularmente pelo mundo, em torno do continente africano, entendendo profundamente o motivo de a intelectualidade europeia, ainda que caçula, estimular o mundo a pensar África a partir de eventos recentes, em termos de linha histórica, como a escravidão e/ou a colonização, desprezando todo o protagonismo histórico desse continente, com reais consequências desta forma limitada, limitante e criminosa de pensar e agir sobre África, espalhadas amplamente pelo mundo, inclusive no Brasil.

    O que temos aqui é uma obra de resistência coletiva: movimento epistemológico negro que ganhou muita força nos últimos anos, reafirmando a necessidade de que ter Consciência Negra não é suficiente para provocar deslocamentos teóricos e práticos necessários aos avanços reais e transformadores da sociedade brasileira, se ela não estiver apoiada na consciência da urgência da centralidade do continente africano em relação ao mundo. Para tal feito, por exemplo, ler Cheikh Anta Diop, historiador senegalês, torna-se fundamental para quem pretende pesquisar e/ou falar sobre agência e agenciamento, pois aqui o que está em jogo é a urgência em reescrever a história sobre o protagonismo negro africano e seu legado na diáspora.

    São apresentados aqui 36 textos das mais diversas áreas, como saúde, literatura, artes, educação, dança, matemática, biblioteconomia, filosofia, pedagogia e temas como Orixá, infância, memória, escrita, política pública, corpo, identidade, performance, subjetividade, que se encontram e se conectam sem estranhamentos e gritam: DIGNIDADE! Aqui, pesquisadoras e pesquisadores soltam suas vozes, reafirmando que as práxis científicas lambuzadas de dendê e de ancestralidade não são menos viáveis ao universo acadêmico, ao contrário, pois o que se revela são tantos jeitos de fazer, de ser, de estar em grupo e na circularidade de cruzos possíveis e criativos, de cismas que precisam e devem ser compreendidas academicamente como caminhos para transcendências de um fazer científico espiritual inseparável de uma espiritualidade científica.

    Entendo que África nos deixou como legado essa forma tão incompreendida, porém magnífica de viver a ciência e a espiritualidade imbrincadas em uma irmandade que não se separa, que se recobre de uma complexidade incompreensível aos olhos dos povos ocidentais e que muitas e muitos de nós estamos há décadas tentando, a partir do falar e agir através de práticas descolonizadoras desde dentro, deixá-las parcialmente decifráveis, sendo que o parcialmente é o grande tombo, nossa maior idiossincrasia. E tudo feito com respeito profundo à conexão com o todo universal: com os átomos, com os prótons e elétrons, com a física quântica, com a terra, a água, o ar, o fogo, o éter, com a energia e os seres da natureza, com a astronomia e a astrologia, com a engenharia e arquitetura, com a física e a matemática, com a oralidade e a escrita, com a filosofia e a medicina, com a cosmogonia e a cosmologia etc., que nossos brilhantes ancestrais pesquisaram e deixaram, inclusive por escrito, através de diversos registros, todos os seus passos e seus legados. Aqui, o grito é de VIDA!

    Ellen Souza, Sidnei Nogueira, e Gabriela Tebet, como organizadoras e organizador dessa obra, atendem a uma solicitação do Tempo que vivemos e grita por comprometimento com o legado ancestral africano e negro-brasileiro, em prol das experiências intelectual, corpórea, sensorial e espiritual tão necessárias de serem feitas com os pés no chão, percorrendo as encruzilhadas de terra vermelha, em uma mão segurando uma caneta e na outra, uma adaga. O caminho trilhado nas brechas e ranhuras nos coloca como sentinelas e se dá como preparo discreto do grande levante que se realizará através dos banhos de ervas e unguentos, das curas e adoxus, dos ebós e comidas sagradas, dos tabus e quizilas, dos ofós e encantamentos, da cantigas e rezas, dos atabaques e xequerês, das corporeidades e danças, dos sons e silêncios: quando perceberem, a educação antirracista fundamentada em práticas afrocentradas já terá conquistado a educação brasileira, somente porque não estamos sozinhos nessa jornada.

    É preciso que se tenha registrado, como as curas nos corpos, que muitas e muitos como nós já traçaram científica e espiritualmente nossos caminhos em tempos imemoriais e, só por isso, estamos capacitadas e capacitados a dar esse giro, que não é só epistemológico, longe disso: esse giro já estava registrado em nosso DNA e nas encruzilhadas de Exu, nos caminhos de Ogum, nas espumas de Iemanjá, no vendaval de Oyá, na flecha certeira de Oxóssi, na justiça de Xangô, no espelho mágico de Oxum, no ar de Oxalá enfim, em todas as virtudes mais virtuosas do sagrado que habita nossa grande mãe, África.

     

    Vou desenhar. Na brecha, no veio do concreto, broto.

    Renasço, ainda que rastejante, minúscula. Me esgueiro, matreira.

    Sei que sou semente boa, erva curandeira. Trepo e multiplico. Alvissareira.

    Sou vida! Sou vida! Sou vida! E em todas as brechas recrio-me,

    multiplico-me, fertilizo-me, reencanto-me. Só porque sou pura teimosia, insisto em ser verde, não amadureci ainda e assim, vivo para te afrontar.

    Mesmo que eu morra a cada segundo muito mais do que viva, impossível não lutar pelas pretas vidas que somos, hiatos humanos que nas brechas brotamos, pois nos importamos.

    Nas suas ranhuras, branco, daqui das brechas, reverto o teu espelho: ainda te ensino a ser humano

    (Kiusam de Oliveira)

  • Geografias negras e estratégias pedagógicas

    R$45,00

    Prefácio
    Inicio esse prefácio com uma pergunta: Se fosse um filho, qual seria o tempo dessa gestação? A resposta é antes de tudo uma reflexão. Este livro nasce de um processo custoso, onde alguns/mas dos/as seus/suas autores/as testemunharam ou, até mesmo protagonizaram a gestação.
    Podemos dizer que a gestação teve como marco o ano de 2019 quando a realização de um evento mobilizou um grupo de docentes e discentes do Departamento e do Programa de PósGraduação em Geografia da UFF de Niterói determinados a discutir o que representa a data de 13 de maio na atualidade. Surge com este movimento o I Abolição a Contrapelo, ocorrido em 14 de maio (ou 13 + 1 como nos referimos à continuidade do movimento) no auditório Milton Santos/IGEO, tenho como motivação criar a ambiência possível para a concretização de um processo represado por anos na unidade: a implementação de uma política de reparação da exclusão social imputada sobretudo aos/às negros e negras no POSGEO.
    Na sequência, a coordenação do POSGEO em colaboração com o ENUFF – (Encontro de Professores[as] Negros[as], Ativistas e Militantes Antirracistas/UFF) organizou em 20 de agosto o I Simpósio Autonomia Universitária e Cotas, realizado no dia 20 de agosto de 2019 no auditório Milton Santos/IGEO, tecendo um diálogo sobre a necessidade de se criar uma instância central para implementação, monitoramento e avaliação das cotas (ações afirmativas) e das políticas de inclusão, desta feita no âmbito da Universidade. Este evento visou, principalmente, a concretização de uma cultura institucional de promoção da igualdade e da defesa dos direitos humanos pela Universidade Federal Fluminense (UFF).
    Após debate com a Pró-Reitora de Graduação – Profa. Alexandra Anastácio, Pró-Reitora de Pós-Graduação – Profa. Andrea Latgé, Prof. José Jorge de Carvalho (UNB), Prof. André Lázaro (UERJ) e a plenária, chegou-se à conclusão que:
    a) As cotas enquanto estratégia de diversidade e inclusão são irreversíveis na UFF, bem como precisam ser garantidas, ampliadas e estendidas a outros grupos identitários, além da população negra;
    b) É necessário revisar o mecanismo de seleção dos cotistas no acesso à Universidade, em razão de ser injusto, seletivo por classe e por excluir ao longo do processo;
    c) Existem processos institucionais que perpetuam e mantêm o racismo. Devemos desconstruir tais processos e outras ideologias opressivas discriminatórias (misoginia, sexismo, xenofobia, etc).
    Em 06 de setembro de 2019, no XIII Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia – ENANPEGE, um grupo de geógrafos/as negros/as, docentes e discentes, em reunião com 60 participantes provenientes de 20 Instituições de Ensino Superior, abrangendo as 5 (cinco) regiões brasileiras, anunciou aos seus pares através da Carta POR UMA GEOGRAFIA NEGRA seu posicionamento reivindicando … condições e recursos de estudo e pesquisa das temáticas étnica, racial e africana, seja em equipes diversas – étnica e racialmente – ou em grupos negros; ter nos cursos de ensino básico, técnico e tecnológico, de graduação e pós-graduação a possibilidade de estudar estas temáticas na perspectiva da autoria negra de Geografia e áreas afins; reconhecer o estatuto epistemológico de um conjunto de saberes e conhecimentos negros, inclusive aqueles produzidos por mestres/as do saber e pela militância; ter como perspectiva, no horizonte das políticas de ações afirmativas, a implantação de cotas étnico-raciais e o aumento do número de geógrafos/as negros/as como docentes do ensino superior.
    A convergência desses eventos no ano de 2019 fertilizou o solo para a materialização do movimento de docentes, discentes da graduação e da pós-graduação, além de egressos do curso de graduação e do Programa, pela política de Ação Afirmativa no POSGEO/UFF. A CARTA PELAS COTAS foi entregue e lida em reunião ordinária do colegiado em 09 de outubro de 2019.
    Essa estratégia pavimentou o caminho com a criação de uma comissão pelas cotas composta pelos/as discentes Bruno de Lima Alves (Mestrado 2019), Gabriel Romagnose Fortunato de Freitas Monteiro (Doutorado 2018), Janaína Conceição da Silva (Mestrado 2018) e as/os docentes Amélia Cristina Alves Bezerra, Jorge Luiz Barbosa e Rita de Cássia Martins Montezuma. A Comissão tinha como missão a criação de uma proposta da política de ação afirmativa no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFF e realização de um seminário onde dados, legislação, normas, bilbiografias e argumentos seriam apresentados com vistas à potencializar a implementação das cotas, ao mesmo tempo que objetivava subsidiar o letramento político necessário à minimização de conflitos já previstos e aguardados.
    O resultado do trabalho da Comissão foi apresentado no Seminário de Implementação de Cotas no POSGEO/UFF, realizado em 28 de novembro de 2019, o qual contou com a presença de especialistas e pesquisadores em políticas de Ação Afirmativa e de gestores da Universidade. A partir do material apresentado a Comissão se respaldou para a formulação da proposta de políticas de cotas no Programa com a Ementa que normatiza a reserva de vagas de Ação Afirmativa do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFF para candidatos optantes/autodeclarado/as negro/as (preto/as e pardo/as), porém ampliando e estendendo a indígenas, transexuais, travestis ou transgêneros ou com deficiência, transtorno do espectro autista ou altas habilidades, reservando o percentual geral de 25% das vagas, aprovada em 11 de dezembro de 2019, com 16 votos, dos quais 3 foram dados por representantes discentes.
    Se em um contexto próximo aqui apresentado revela-se muito das lutas empreendidas na gestação desse livro, em um contexto mais amplo pode-se afirmar que a gestação foi planejada. Planejada ao longo de, pelo menos, 20 anos do POSGEO, onde a inconformidade e a inquietude de alguns/algumas docentes e vários/as discentes, foram geradas pelas ausências. Ausências de representatividade negra no corpo docente, de autores e autoras negras, de um corpo discente proporcionalmente mais negro, assim como de epistemologias que satisfizessem e contemplassem o lícito desejo de negros e negras poderem ser sujeitos/as nas Geografias desenvolvidas no Programa e por fim, a escassa presença negra no corpo discente.
    Como as ausências têm sido a tônica da realidade do Programa, parafraseando Boaventura de Sousa Santos, posso dizer que estamos diante da Geografia das Ausências, onde o racismo epistêmico é evidenciado em todo o processo de formação e estrutura, incluindo as disciplinas, uma vez que, embora o POSGEO tenha uma notável produção sobre temáticas negras e de alguns grupos sociopolíticos minoritários, como indígenas, quilombolas, favelas, dentre outros, suas referências partem majoritariamente de um arcabouço epistêmico branco e uma perspectiva igualmente branca, assim como heterocisnormativa e masculina.
    É neste contexto que surge Geografias Negras, fruto de uma articulação e militância acadêmicas forjadas no combate ao racismo acadêmico, intelectual, epistêmico presentes nas universidades brasileiras, não obstante, nas instâncias de formação e gestão da UFF, que é refletido em todos os seus segmentos: da graduação á pós-graduação.
    O livro Geografias Negras resulta da disciplina emblematicamente intitulada GEOGRAFIAS NEGRAS, criada pela Profa. Ana Claudia Carvalho Giordani como tentativa bemsucedida de corroborar para o preenchimento da lacuna histórica que, não é apenas evidenciada no POSGEO, mas que é neste tardiamente compensada. Surge a partir das parcerias com docentes negras e negros, fundamentais colaboradores/as: Prof. Daniel Rosas, departamento de Geografia da UFF, Prof. Denilson Oliveira – PPGGEO UERJ/FFP e Profa. Geny F. Guimarães – Docente EBTT (Ensino Básico Técnico e Tecnológico) de Geografia do Colégio Técnico da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro – CTUR/UFRRJ. Ministrada no segundo semestre de 2020, a disciplina teve um total de 25 inscritos, dos quais 17 discentes externos, vinculados a programas de várias regiões brasileiras: UFRRJ, UFU, UEPG, UFRJ e da UNB.
    As contribuições presentes neste livro ecoam como vozes libertas do silenciamento da Geografia Brasileira. A escolha por direcionar seu conteúdo para as Escolas destaca a relevância de unir a luta antirracista e o combate às desigualdades e injustiças com base nas diferenças, ao processo formativo em sua totalidade.
    A Educação Básica é alçada à sua condição de pilar na construção formal de sujeitos e sujeitas que conformam a sociedade e, por esta razão, se vincula aos esforços da luta antirracista na Universidade. A pluralidade dos textos, a diversidade de linguagens propostas, a inversão da perspectiva das microterritorialidades como centrais na lógica de ser e estar no mundo, acionam Geografias que inovam e potencializam uma Geografia transgressora para a superação dos silenciamentos, apagamentos e valorização de grupos subalternizados, promovendo uma riqueza epistêmica necessária ao impulsionamento e renovação do Programa e, por conseguinte, da Universidade e Ciência brasileiras.
    Prefaciar este livro requereu o resgate da história de algumas das muitas lutas que nos permitiram chegar aqui. É um imperativo para estimular outros movimentos múltiplos e contínuos por uma Geografia de mais possibilidades, das Ausências às Emergências e Emancipações, Geo-grafias mais plurais, inclusivas e libertadoras.
    Rita de Cássia Martins Montezuma
    16/08/2021
    Dia de Obaluaê
    Atotô!

  • Sociologia da Infância no Brasil II em tempos de pandemia e necropolítica. Pedagogias descolonizadoras reinventando novas formas de vida

    R$45,00

    Sociologia da Infância no Brasil II em tempos de pandemia e necropolítica
    Pedagogias descolonizadoras reinventando novas formas de vida

    A publicação deste segundo volume do livro Sociologia da Infância no Brasil é de grande importância para o contexto contemporâneo brasileiro, em especial para as pessoas interessadas nos estudos acerca das infâncias e seus processos educativos. O primeiro volume, escrito em 2011, no âmbito do GEPEDISC, e organizado por Ana Lúcia Goulart de Faria e Daniela Finco, teve como tema central a Sociologia da Infância, um campo em construção naquele contexto brasileiro, em que a afirmação e consolidação dos
    direitos das crianças e às infâncias se fazia presente.
    Neste momento, 10 anos após a publicação do primeiro volume, Ana Lúcia Goulart de Faria e Adriana Alves Silva nos brindam com o segundo volume, que apresenta reflexões, dentre outros aspectos, acerca das culturas infantis, tecidas no âmbito do GEPEDISC e algumas e alguns convidados/as. Ainda um tema em construção, como afirmam as organizadoras da obra. Mas, se em 2011, o tema estava em construção, justamente pela necessidade de consolidação dos direitos das crianças, hoje, em 2021, podemos afirmar que o tema continua em construção, mas o contexto é outro.
    No contexto atual, desde 2016, está em curso no Brasil um Governo que, de forma cada vez mais acelerada e acentuada, pauta suas ações nos princípios neoliberais com um forte acento conservador, excludente e fascista. Tal direcionamento do Governo atual brasileiro ameaça fortemente os direitos conquistados no campo das políticas sociais e educacionais. Nossas problematizações, hoje, se fazem necessárias não só para afirmarmos os direitos das crianças e consolidarmos os estudos acerca das infâncias e seus processos de educação, mas principalmente para que, por meio de uma atitude crítica, possamos traçar estratégias para a retomada dos princípios democráticos no âmbito das políticas públicas brasileiras.
    O Livro Sociologia da Infância no Brasil II em tempos de pandemia e necropolítica: pedagogias colonizadoras reinventando novas formas de vida, com o intuito de comemorar os 25 anos do GEPEDISC, reúne textos escritos a partir das discussões realizadas na disciplina Pedagogias Desconolizadoras, infâncias e necropolitica em Tempos de Pandemia, ministrada em 2020, pelas organizadoras do livro, no Programa de Pós-Graduação em Educação, da Faculdade de Educação/UNICAMP. A partir de estudos realizados por pesquisadoras e pesquisadores do GEPEDISC e de outros grupos de pesquisa que se ocupam dos estudos da Sociologia da infância, o livro apresenta uma discussão potente e necessária de temas do campo das culturas infantis, do feminismo, do gênero, dos direitos humanos, das territorialidades, por meio de uma abordagem muito contemporânea.
    Nesta direção, os textos contemplam reflexões, problematizações e até mesmo provocações acerca desses temas, em um cruzamento com o contexto de pandemia de Covid-19, que estamos vivendo desde 2020, e os retrocessos em termos de políticas públicas brasileiras, em especial, no âmbito do governo federal. Um livro potente, com textos instigantes, que, sem deixar de problematizar o panorama de exclusões e autoritarismo que vivemos atualmente no governo Bolsonaro, nos apresenta algumas pistas para a construção de outras possibilidades de cuidado e educação. Enfim, que nos ajudam a pensar em outras formas de vida, pautadas nos direitos e na justiça social.

    Maria Renata Alonso Mota
    Professora Associada da Universidade Federal do Rio Grande – FURG
    Coordenadora do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Educação da Infância (NEPE/FURG/CNPq)

  • A (re)descoberta do ensino

    R$40,00

    AGRADECIMENTOS

    Este livro é a quarta monografia do que descrevi anteriormente como uma trilogia, que consiste em Beyond Learning (2006), Good Education in an Age of Measurement (2010), e The Beautiful Risk of Education (2014). Assim como houve certo risco em se referir a esse conjunto de livros como uma trilogia – dando uma ideia de conclusão – também há o risco, e um pouco de ironia, ao acrescentar um quarto título à coleção. A questão principal aqui é se eu tenho algo novo a dizer, além do que já disse em meus escritos até agora. Este julgamento, naturalmente, fica inteiramente por conta do leitor. A única coisa que posso dizer em minha defesa é que senti que a minha crítica da linguagem de aprendizagem (Beyond Learning), do impacto da indústria global na mensuração na educação (Good Education in an Age of Measurement), e do desejo de tornar a educação totalmente livre de riscos (The Beautiful Risk of Education) precisava ser complementada por um relato robusto e explícito sobre a importância do ensino e do professor.

    Há razões intelectuais significativas para isso, que esboço nos capítulos que se seguem, tal como há razões educacionais importantes para isso, que também discuto extensivamente. Mas em torno disto, há importantes razões políticas para defender o ensino e o professor. Isto é ocorre particularmente dado o desenvolvimento na política educacional contemporânea que parece ter perdido o interesse nos professores e no seu ensino. Esta afirmação pode soar descomunal à luz dos muitos documentos políticos que continuam a repetir que o professor é o fator mais influente no processo educativo. No entanto, o que considero problemático nesta afirmação, e num certo sentido até censurável, é a redução do professor ao estatuto de fator, ou seja, uma variável que aparece na análise de dados sobre a produção educacional do pequeno conjunto de resultados de aprendizagem mensuráveis que aparentemente “contam”. Na minha opinião, isto não é uma questão de importância do ensino e dos professores, mas equivale mais a um insulto – algo que muitos professores, que hoje em dia estão sujeitos a uma forma de pensar que torna o seu salário, a sua carreira e o seu sustento dependentes do quanto foram capazes de desempenhar como esse “fator”, provavelmente atestarão (ver Carusi, no prelo).

    Durante algum tempo trabalhei com a ideia de dar a este livro o subtítulo de “argumentos progressistas para uma ideia conservadora”. A razão para isto tem a ver com o fato de que a defesa do ensino e do professor não só precisa ser feita em resposta à redução do professor a um fator, mas também em resposta às tendências para a “aprendizagem” (Biesta 2010a) da educação; tendências que veem o professor como um facilitador da aprendizagem e não como alguém que traz algo à situação educacional e que tem algo para oferecer aos alunos, mesmo que seja apenas uma pergunta rápida ou um breve momento de hesitação (Biesta 2012a). Para aqueles que veem mudança na aprendizagem predominantemente como um afastamento do ensino-como-controle, qualquer argumento a favor do ensino e do professor provavelmente somente poderá ser visto como um movimento conservador. Muito do que vou tentar apresentar nos capítulos que se seguem visa argumentar que ensinar não é necessariamente conservador e não é necessariamente uma limitação da liberdade da criança ou do aluno, assim como a “liberdade de aprender” (Rogers 1969) não é automática ou necessariamente libertadora e progressista.

    Ao longo dos anos tenho sido animado pelas respostas positivas ao meu trabalho, particularmente por parte daqueles que acham que as questões que levanto e a linguagem que utilizo para discutí-las ajudam a articular de uma forma mais precisa o que importa nos seus próprios desafios educacionais. Embora não possa negar que o meu trabalho é, em grande parte, de natureza teórica, não creio que isso signifique que não tenha significado para a prática educacional. Isto não é apenas porque estou convencido de que a linguagem é realmente importante para a educação, mas também porque acredito que a melhor maneira de se contrapor às tentativas de simplificar e controlar o trabalho do professor é tornar a prática e o próprio exercício educação mais reflexivo. Isto exige que continuemos a tentar pensar de forma diferente sobre a educação, para ver como este pensamento pode fazer a diferença na prática diária da educação. As ideias oferecidas neste livro não são, portanto, apenas ideias sobre as quais pensar – e, portanto, para concordar ou discordar – mas talvez, antes de tudo, são ideias com as quais pensar.

    Embora eu seja o único responsável pelo conteúdo deste livro, as ideias apresentadas são o fruto de muitas interações, conversas, discussões, momentos de insight, coisas que me foram ensinadas e ensinamentos que recebi. O Capítulo 1 tem a sua origem no trabalho que venho fazendo há um número significativo de anos com colegas do NLA University College em Bergen, Noruega. Seu foco no “pedagógico” e sua preocupação com as dimensões existenciais da educação e da vida continuam a oferecer um ambiente nutritivo para explorar o que realmente importa na educação. Gostaria de agradecer particularmente a Paul Otto Brunstad, Solveig Reindal e Hemer Saeverot pelo seu trabalho na colecção editada, onde surgiu uma primeira versão das ideias apresentadas no capítulo 1. E gostaria de agradecer a Tone Saevi pelo seu generoso trabalho na tradução das minhas ideias para o norueguês. Uma versão anterior do capítulo 2 foi escrita para marcar o fim do meu mandato como editor-chefe de Estudos em Filosofia e Educação. Eu tive o prazer de servir a comunidade internacional de filosofia da educação nesta função, embora tenha sido um trabalho árduo. A revista está agora nas mãos competentes de Barbara Thayer-Bacon. Gostaria também de expressar meus agradecimentos aos alunos que participaram do curso que discuto no capítulo 2. Sou grato pelo que eles me deram e agradeço o que nos foi dado.

    Uma versão anterior do capítulo 3 foi escrita em resposta a um convite de Guoping Zhao. Eu gostaria de agradecer a oportunidade e as perguntas perspicazes que ela continua fazendo sobre o meu trabalho. Gostaria também de agradecer a Vanessa de Oliveira e Wouter Pols pelas muitas conversas que moldaram o meu pensamento sobre os tópicos deste capítulo. Alex Guilherme me deu a oportunidade de desenvolver minhas ideias sobre o papel do professor na educação emancipatória, sobre o qual escrevo no capítulo 4. Minhas ideias sobre este tema também foram muito beneficiadas pelo trabalho que fiz com Barbara Stengel para o Manual de Pesquisa sobre o Ensino da AERA. O capítulo 5 tem suas raízes na minha longa colaboração com Carl-Anders Safstrom, particularmente o trabalho que fizemos no Manifesto para a Educação, (Biesta & Safstrom 2011). Sou grato pelos muitos conflitos generativos que tivemos ao longo dos anos. Eles envolvem questões sérias, mas também são sempre muito divertidos. Gostaria também de agradecer a Herner Saeverot e Glenn-Egil Torgersen por me apresentarem o tema do imprevisto na educação. O trabalho de Joop Berding sobre Janusz Korczack continua a ser uma importante fonte de inspiração.

    Eu vejo o trabalho acadêmico como trabalho, e, embora seja um trabalho privilegiado, não é tudo o que existe na vida. Agradeço à minha esposa por me lembrar disso, e por tudo o que ela me ensinou sobre educação. Gostaria de agradecer à Universidade Brunei de Londres por me oferecer um emprego num momento difícil da minha vida e carreira, e aos colegas do Departamento de Educação por me fazerem sentir em casa. A trilogia original foi publicada pela Paradigm Publishers, EUA, e eu continuo muito grato a Dean Birkenkamp pelo encorajamento e apoio ao longo dos anos. Gostaria também de agradecer a Catherine Bernard da Routledge pela sua confiança no projeto atual, e pela sua paciência.

    Talvez duas “advertências”. Primeiro, este não é um livro perfeito. Não só porque penso que a perfeição é uma ambição perigosa, mas também porque a forma como procuro o sentido progressivo do ensino continua a ser essa: uma busca que ainda está em curso. Espero, no entanto, que onde e como estou procurando traga uma contribuição útil para a discussão. Em segundo lugar, estou consciente de que em alguns pontos o que deve ser seguido é altamente teórico e filosófico. Encorajo o leitor a insistir nessas passagens, mesmo que elas não revelem imediatamente o seu significado, pois são camadas importantes do que procuro explorar também neste livro.

    Finalmente: embora eu não pretenda acrescentar um quinto título à trilogia, é claro que nunca se pode ter certeza sobre o que o futuro trará. No entanto, na minha opinião, um quarteto também não é uma má conquista.

    Gert J. J. Biesta

    Edimburgo, Dezembro de 2016

  • A AULA COMO ACONTECIMENTO – João Wanderley Geraldi

    R$44,00R$50,00

    João Wanderley Geraldi !@
    Ano de Publicação 2015
    Páginas 208
    Tamanho 16 x 23
    ISBN 978-85-7993-021-8

  • A EDUCAÇÃO NA VIDA E A VIDA NA EDUCAÇÃO: UMA ABORDAGEM HISTÓRICO-CULTURAL – Patrícia L. M. Pederiva (Organizadora)

    R$30,00

    Patrícia L. M. Pederiva (Organizadora) !@
    A educação na vida e a vida na educação: uma abordagem histórico-cultural. São Carlos: Pedro & João Editores, 2019. 197p.
    ISBN 978-85-7993-681-4
    Educação; Vida; Vigotski; Teoria Histórico-Cultural; Diversidade.
    CDD – 370

  • A PEDOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL DE VIGOTSKI – Claudia da Costa Guimarães Santana

    R$31,50R$45,00

    Claudia da Costa Guimarães Santana !@
    A pedologia histórico-cultural de Vigotski. 2ª ed. Revisada e ampliada. São Carlos: Pedro & João Editores, 2020. 249p.
    ISBN: 978-65-5869-037-5
    1. Vigotski. 2. Pedologia de Vigotski. 3. Pedologia Histórico-Cultural. I. Título.
    CDD – 370

  • EDUCAÇÃO E PEDAGOGIAS CRÍTICAS A PARTIR DO SUL: CARTOGRAFIAS DA EDUCAÇÃO POPULAR – Marco Raúl Mejía

    R$45,00

    Marco Raúl Mejía !@
    Educação e pedagogias críticas a partir do sul: cartografias da educação popular. São Carlos: Pedro & João Editores, 2018. 315p.
    ISBN. 978-85-7993-415-5
    1. Educação popular. 2. Pedagogia crítica. 3. Pensamento latinoamericano. 4. Autor. I. Título.