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Angústia

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APRESENTAÇÃO

Nós, gefilianos somos um grupo de estudos. Somos muitos; entre nós há a multiplicidade – somos compostos de alteridades – futuros psicólogos, filósofos, linguísticas, biomédicos, farmacêuticos, professores. Somos amigos, rivais à moda dos gregos, que buscam uns nos outros não a complacência, mas o pensamento oxigenado pelo discurso outro, pelo inacabamento que o outro nos concede amorosamente. Somos encontros e desencontros. Somos diferentes e iguais e, o encontro, acontece na e pela alteridade que nos constitui e nos dá acabamento sempre provisório. Somos pluralidade. Somos quase que legião. Somos apaixonados por Filosofia. Somos amantes dos saberes. Somos singulares. Somos pesquisa e extensão. Somos congressos e feiras de profissão. Somos festa. Somos GEFIL (Grupo de estudos filosóficos). Somos pharmácia philosófica (site).

Desde 2017, estamos juntos semanalmente nos colocando novos pensares, novas conexões, novas aprendizagens. Constituímos uns aos outros nessa simbiose de ideias.

Este livreto é um de nossos frutos mais saborosos – saber com sabor. Pois é assim que nos vemos como gefilianos: aqueles que sentem sabor no saber e se lambuzam.

Aqui o tema é a angústia sob muitos prismas. O dicionário e sua explicação é só um começo, pois a angústia é discutida muito além da definição, adentra-se no campo do conceito.

Com transgrediência, o capítulo de Morgan compreende a angústia como produto do capital, uma psique capitalista de uma narrativa edipiana já ultrapassa aos olhos da Esquizoanálise deleuziana. Será que podemos não mais nos vermos como seres de falta, mas como máquinas desejantes? O autor Morgan nos convida por essas veredas.

Com marteladas e transvaloração, o capítulo de Cardoso traz a literatura de Caio Fernando Abreu ao encontro de Nietzsche, de uma visão existencialista heideggeriana da angústia e das concepções de verdade em Bakhtin. Ser angustiado como uma condição para a projeção, como princípio e não fim? A autora Cardoso nos sensibiliza por esse caminho.

Com vivências, o capítulo de Tognolo discute a formação inicial no ensino superior com o existencialismo sartreano. Estar no mundo é angustiante e podemos vivenciar essa angústia de várias formas. Entre essas formas a própria formação causa assombros angustiantes ao convidar alunos e alunas a saírem do senso comum? A autora Tognolo nos oferta essas narrativas.

Com vertigem, o capítulo de Silvestri compreende a Filosofia Existencial de Sören Kierkegaard. O Existencialismo refreta e refrata uma vida que só pode ser vivida como poesia. Será que podemos aprender a nos angustiarmos e sermos, então, mais livres?  A autora Silvestri nos incita a essas possibilidades.

Com questionamentos acerca das verdades que circulam pela sociedade, o capítulo de Carlos Erik Ananias problematiza os discursos de padrões sociais ditos normais mediante a Filosofia foucaultina e o efeito desumanizado no entendimento e prática escolar e hospitalar com a pessoa com deficiência, especificamente com a comunidade Surda. O autor Ananias nos convida a rever nossa compreensão e ações.

Com cuidados de si, o capítulo de Granziol nos convida às reflexos sobre o auto cuidado. O profissional da Saúde é a personagem central do capítulo pensado à luz da filosofia foucaultiana. Nesse relato de experiência alinhado a estudos recentes e ao conceito de hermenêutica de si, as angústias da atividade laboral podem ser superadas e aliviadas por técnicas de si como o autoconhecimento. O autor Granziol nos incita a conhecer a nós mesmos.

Com desnaturalização das normativas discursivas estabelecidas no seio social, o capítulo de Tenca problematiza os discursos institucionalizados legal e moralmente acerca das relações monogâmicas. Discutindo Freud e a trazendo a tonas as críticas bakhtiniana à Psicanálise freudiana, a angústia de um identidade fixa, uma vida não carnavalizada é compreendida como naturalização das relações humanas. O capítulo de Tenca nos provoca a quebrar imposições, destronar ideologias oficiais e nos colocarmos em movimentos menos hierárquicos e pré-estabelecidos.

Com sensações, experiências da vida cotidiana, estudantil universitária e dos discursos que circulam o imaginário, Assis questiona o que é ser? O que é preciso para ser? Por que há tantas regras para sermos? Isso é fonte de angústia? De um tipo de angústia? O ser está condicionado ao ter? Ter posses? Ter status? Não basta existir? Discursos oficiais dizendo o como se deve ser, agir, pensar. O que te autoriza a ser… O capítulo de Assis nos convida a sermos outros em relação a nós mesmos; menos angustiados pela lógica do ter, encontrando ou se reencontrado com a autenticidade abafada pelas relações líquidas.

Kátia Vanessa Tarantini Silvestri