Educação Estética: diálogos com a Teoria Histórico-Cultural

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Educação Estética: diálogos com a Teoria Histórico-Cultural

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Educação Estética Histórico-Cultural

Este livro foi organizado e constituído por meio de diálogos de professoras/es sobre arte e educação estética à luz da Teoria HistóricoCultural de Lev Semionovitch Vigotski. De base marxista e spinozista, o autor bielorrusso interessava-se em compreender fenômenos relativos aos seres humanos e às leis gerais de seu desenvolvimento. Para tanto, enfatizou as influências históricas, culturais, emocionais e estéticas neste processo do constituir-se humano, afirmando que isso somente é possível em meio às relações com outras pessoas.
Para a Teoria Histórico-Cultural, os seres humanos são uma unidade afeto-intelectiva. Tanto afeto quanto intelecto são essenciais para a nossa constituição. Portanto, nos processos educativos, ambos precisam ser considerados enquanto unidade, pois, tanto na resolução de um cálculo matemático, quanto na apreciação de uma música, o nosso corpo uno, pulsa, relaciona-se afetiva e intelectivamente. A arte para Vigotski (1999) é a ferramenta das emoções, uma atividade exclusivamente humana que possibilita a vivência potente
das nossas próprias emoções, particularizando-as, como afirma Pederiva (2009). Nas vivências artísticas, a dimensão emocional sobrepõe-se à intelectiva, afetando todo o corpo. É nesse sentido, que partilhamos a essência de uma educação estética histórico-cultural: de criar possibilidades para que as pessoas vivenciem conscientemente suas emoções. Por este motivo, advogamos a favor da organização de ambientes educativos que tenham como centralidade a vivência estética, superando a concepção de arte como análise de conteúdo,
forma, material e sua utilização como prazer (VIGOTSKI, 2003). Na vivência estética, entregamo-nos voluntariamente aos elementos combinados da música, cinema, literatura, dança, teatro e, por se tratar de uma vivência, a menor unidade pessoa-meio (VIGOTSKI, 2018), a maneira como esses elementos são organizados afeta de modo distinto cada ser humano. Há uma relação dialética, histórica e cultural na vivência estética. É uma vivência singular, portanto, não cabe a nós, enquanto seres humanos, como professoras/es, quantificá-la. Arte é liberdade, liberdade de criar, vivenciar, afetar e ser afetado. Liberdade de sentir, além da apropriação das técnicas e ferramentas culturais relativas a essa atividade, para sua expressão, apreciação e criação. A vivência na arte amplia as possibilidades de ser, de estar e constituir a nossa humanidade, como organização de seres culturais. O acesso às diferentes culturas, às diferentes artes é um direito de todas e todos.

As organizadoras
Brasília, dezembro de 2020

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