Descrição
“As reflexões narrativas do livro também dialogam com o conceito freiriano de “palavra-mundo” (Freire, 1987). As experiências compartilhadas não são meros relatos individuais, mas vozes que se entrelaçam na tessitura de um conhecimento coletivo. O sujeito que se diz se inscreve na história do outro e, ao mesmo tempo, se transforma no processo. Como afirma Freire, “a leitura do mundo precede a leitura da palavra” (1996, p. 107), e, nesse sentido, cada narrativa do livro é um ato de leitura da própria existência coletiva. Além disso, ao lermos os textos, percebemos que as histórias ali contadas carregam um sentido de alteridade. Os nomes que nos dão e os nomes que escolhemos para nós são atravessados pelo olhar do outro, somos embebidos da ideia de que só podemos nos compreender plenamente através da visão externa que o outro nos oferece (Bakhtin, 2003). Dessa forma, cada texto do livro é, ao mesmo tempo, um exercício de autorreflexão e um convite à palavra do outro, com o outro”
(Apresentação do livro).
Produtos relacionados
-
Novas tecnologias da informação e comunicação
estratégias de leituras invertidas na educação
-
Bárbaras cenas
ecos do holocausto brasileiro após a reforma psiquiátrica nos discursos sobre “A cidade dos loucos e das rosas”
-
Atividades de estágio em língua portuguesa
relatos de experiências dos residentes de Letras no Programa de Residência Pedagógica (PRP)






