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Docência pandêmica: práticas de professores de língua(s) no ensino emergencial remoto

Elaine Andreatta, Márcia Mendonça, Victor Schlude

DOI: 10.51795/9786558694939

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Descrição

APRESENTAÇÃO

Márcia Mendonça
Elaine Andreatta
Victor Schlude

Convidamos a todos a lerem este e-book e a participarem conosco deste acontecimento! Para isso, tragam suas máscaras, seu álcool em gel, seus computadores, toda a tecnologia necessária (e possivelmente adaptada) e, principalmente, seus corpos cansados que, teimosamente, desejam continuar mesmo sem o vislumbre de salvação, pois todos sabemos que as sobrevivências “concernem apenas à imanência do tempo histórico: elas não têm nenhum valor de redenção” (DIDIHUBERMAN, 2011, p. 84)[1] . Tragam, pois, seus corpos que resistem de forma indignada ou anestesiada, perscrutando frestas simbólicas para olhar o real de outras formas, com outras lentes, e venham conhecer um pouco das histórias de uma docência pandêmica. Não será uma tarefa fácil, uma vez que, para conhecer essa realidade, será preciso observá-la como aos vaga-lumes. Como afirma o autor, “para conhecer os vaga-lumes, é preciso observá-los no presente de sua sobrevivência: é preciso vê-los dançar vivos no meio da noite, ainda que essa noite seja varrida por alguns ferozes projetores” (p. 52). Essa será a mesma atitude necessária para compreender a escola no tempo em que a observamos, exatamente enquanto ela coreografa, sobrevivendo às imposições de uma crise sanitária mundial. É assim que queremos que os leitores deste e-book deslizem a tela dos seus aparelhos para lê-lo.

Escrevemos essa apresentação mais ou menos um ano depois da maioria dos autores dos capítulos deste livro terem escrito seus textos e por isso recuperamos um pouco dessa trajetória. Ainda antes, em março de 2020 (este ano interminável), esperávamos ansiosamente pelo início de uma disciplina do Programa de Linguística Aplicada da Unicamp. Ministrada pela Profa. Márcia Mendonça, o curso tinha como intuito articular educação linguística e formação de professores de línguas, tema de grande atenção e interesse para o campo de estudos. As expectativas e pretensões foram recebidas, uma semana depois do primeiro encontro, ainda presencial, por uma pandemia viral com consequências catastróficas: a COVID-19 havia chegado ao Brasil em graus alarmantes e, a fim de evitar o contágio da população, o isolamento social forçava o fechamento de comércios, espaços de lazer e, claro, escolas. Com os encontros seguintes, já na modalidade remota, perguntava-se: o que significa pensar o trabalho docente com linguagens, textos, gêneros, letramentos e tecnologias em tempos de ensino (emergencial) remoto[2]? O que significava, em verdade, a prática docente em tempos de (re)aprendizagens e (re)modelagens das propostas e atividades da sala de aula que, mais do nunca, encontravam-se imperiosamente em telas de computadores e celulares? Perseguindo essas perguntas, foi proposta uma iniciativa de investigação das narrativas de professores em contexto (emergencial) remoto como trabalho final da disciplina. Duplas formadas pelos estudantes entrevistaram dois docentes com perguntas semiestruturadas a fim de relacionar suas atividades e práticas no contexto remoto com as discussões do campo de ensino de línguas e formação de professores. Nasceu, assim, um projeto de pesquisa colaborativo e multifacetado que buscava alguma compreensão da complexa realidade que enfrentávamos no início de 2020 e continuamos enfrentando já no segundo ano de pandemia e distanciamento social.

Neste primeiro semestre, escolas, universidades e toda a comunidade escolar encontravam-se ainda à deriva, procurando uma pequena porção de terra em que pudessem aportar.

A escola fechou; a sala de aula se desmembrou.
Falamos do prédio.
Na frincha da fibra óptica, migrou pra sala
― de estar?
migrou pro quarto, pra cozinha.
A escola mudou.
Distância pensada, mantida, questionada,
negada.[3]

Estávamos descobrindo como viver uma docência pandêmica e refletindo se o cancelamento das nossas atividades presenciais duraria seis meses ou um ano. Certamente, os dados apresentados aqui seriam outros se coletados no semestre seguinte ou no momento da publicação deste e-book, porque já teríamos outras experiências. No entanto, registrar este momento quase apocalíptico em que lidávamos com o medo, com as incertezas e com o luto e transformar em objeto científico a vivência do espaço-tempo que melhor conhecíamos tornou-se algo fundamental para resistirmos. E buscamos fazer isso juntos, colaborativamente.

Os capítulos desta obra são, portanto, resultantes da pesquisa que denominamos Ensino de línguas e uso de tecnologias digitais em contexto de pandemia: experiências e percepções de professores e de alunos. Os pesquisadores que configuraram a pesquisa, desde o seu início, foram a professora e os matriculados nas disciplinas LP197 — Formação de Professores e o Trabalho com Linguagens na Escola, do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Unicamp (PPGLA Unicamp). Para não correr o risco de seus nomes estarem num rodapé dessa história, mencionamos nominalmente as pessoas responsáveis por esta pesquisa: Ana Luísa Marrocos Leite, Ângela Druzian, Beatriz Moreira da Silva, Bruna Ximenes Corazza, Bruno Bertacini Viégas, Carla Botteon Catai, Elaine Pereira Andreatta, Felipe de Souza Costa, Idelvandre Vilas Boas S. Santos, Jessika Gama Ribeiro, Karla de Oliveira Queiroz, Kátia Gisele Turolo do Nascimento, Kauan Taiar Schiavon, Márcia Mendonça, Mariana Belufe, Marília Araújo Fernandes Dias, Melissa Suarez Cruz, Renata Andrea da Silva, Rogério Martins Muraro, Rosane de Paiva Felicio, Rosângela Ferreira de Souza Queiroz, Sabrina Amorim Moreira, Suzy da Costa Rocha, Tânia Cristina Fonseca, Vanessa Botasso Valentini, Verónica Diana Cardoso e Victor Schlude.

Para além do intuito de transformar nossa angústia e nossas dúvidas em algo produtivo, a pesquisa teve como objetivo científico declarado investigar o uso de tecnologias digitais no cotidiano de professores de línguas e de alunos universitários[4], no contexto da pandemia da COVID-19, a fim de melhor compreender os impactos no trabalho docente e nas práticas de estudo dos estudantes universitários, e suas percepções a respeito.

Assim, este e-book se divide em dois grandes movimentos metodológicos — o da pesquisa quali-quanti com uso de questionário on-line; e o da pesquisa qualitativa, que usou entrevistas semiestruturadas. Composto de 35 perguntas, sendo 29 fechadas e 6 abertas, o instrumento foi disponibilizado em redes sociais e e-mails no período de 21/05 a 24/06/2020 e foi respondido por 637 participantes. Criado de forma colaborativa pelos pesquisadores, foi objeto de discussão e aprimoramento durante as aulas da disciplina LP197, até sua versão final. Para sintetizar os resultados, foram gerados gráficos e tabelas, apresentados no capítulo 2 deste livro. Quanto à entrevista semiestruturada, seu roteiro teve como base seis perguntas abertas:

1 Que mídias e tecnologias digitais você tem utilizado com maior frequência no contexto do ensino remoto e como isso tem sido feito?
2 Como você avalia seus conhecimentos sobre o uso dessas mídias e tecnologias digitais no ensino antes da pandemia e atualmente?
3 Comente sobre as aprendizagens dos seus alunos e as suas interações com eles nesse contexto de pandemia.
4 Quais mudanças o contexto de ensino remoto trouxe para o seu trabalho como docente?
5 Essas mudanças podem impactar seu trabalho em um contexto pós-pandemia? Como?
6 Comente sobre habilidades, conhecimentos e atitudes da sua formação que poderiam ter ajudado no momento atual, caso fossem do seu domínio já antes da pandemia.

O roteiro foi elaborado da mesma maneira, colaborativamente no contexto da disciplina de pós-graduação, e aplicado a 16 professores de língua (portuguesa e/ou estrangeira) atuantes na educação básica ‒ no ensino fundamental I, no ensino fundamental II e no ensino médio ‒ e no ensino superior. As entrevistas resultaram em oito capítulos elaborados por dezesseis 13 professores/alunos/pesquisadores que também viram seus cotidianos modificados pelo contexto do isolamento, pois transitam entre o lugar de professores da educação básica e do ensino superior e o lugar de pesquisadores que desejam refletir sobre essa realidade de modo a torná-la objeto singular de análise, teorizando suas práticas, dialogando com seus pares e apontando possibilidades de luta para pensar políticas públicas em educação.

Vale destacar que tanto os questionários quanto as entrevistas foram anonimizadas, por questões éticas. No entanto, denominar os participantes, na análise das entrevistas, de “professora 1”, “A” ou com um codinome causou incômodo em alguns dos pesquisadores: afinal, essas são as pessoas que possibilitaram a geração dos dados da entrevista! Queríamos, sim, visibilizá-las, para além do que nos relataram, anunciando seus nomes e tornando audíveis suas dificuldades, seus esforços e suas conquistas, para que cada um recebesse os aplausos devidos neste país distópico dos últimos tempos. Por outro lado, compreendemos que, na verdade, os participantes terminaram por representar não apenas a si mesmos, mas toda uma classe docente envolvida no turbilhão de tarefas— profissionais e pessoais — naquele contexto inicial da pandemia, que tornava evidentes as ausências já existentes na escola. Nesse sentido, as respostas podem ser lidas como narrativas enxutas que carregam a objetividade das práticas cotidianas, em certa medida refletidas coletivamente, mas também a subjetividade das histórias pessoais e profissionais daqueles docentes que compartilharam conosco o seu fazer.

Os capítulos aqui reunidos foram divididos em quatro partes. Na primeira parte e iniciando o debate, a professora e pesquisadora convidada Ana Elisa Ribeiro, com uma pertinente reflexão sobre as “Frestas e fissuras na relação educação, escola e TDIC”, debate sobre as tecnologias digitais, que antes pareciam uma espécie de ficção científica, e sua rápida transformação em uma solução imediata e cabível, evidenciando a noção de precariedade e omissão neste campo, que não pode ser atribuída a professores e professoras individualmente, mas à falta de um investimento 14 amplo, coletivo, público e comum. Além disso, também reflete sobre a gestão do síncrono e assíncrono em tempos de confinamento e mediação tecnológica, realizando uma série de perguntas e apontamentos para os tempos em que vivemos, de modo a alertar, inclusive, para o perigo delicado de repensar a escola e seu tempoespaço, na experiência pós-pandemia.

Márcia Mendonça, no segundo capítulo, apresenta e discute, de forma preliminar, dados quantitativos gerados e coletados com a aplicação do questionário on-line elaborado pelos pesquisadores, buscando estabelecer relações entre esses dados e outros de base qualitativa, oriundos do questionário e de outras pesquisas de campo acerca de acesso à internet e uso de tecnologias digitais. Embora os dados quantitativos pareçam “falar por si”, precisam ser colocados sob a lente das pesquisas sobre TDIC e ensino de línguas, novos e multiletramentos e trabalho docente, para que se tornem provocativos, lançando-nos novos questionamentos e desvelando facetas que mereçam ser investigadas mais a fundo.

Iniciando a segunda parte denominada “Pandemia, tecnologias e formação dos professores, a qual contém três capítulos, Felipe de Souza Costa e Kátia Gisele Turollo do Nascimento apresentam, no capítulo 3, uma importante pergunta problematizadora para alcançar os objetivos propostos: o que as experiências docentes têm revelado a respeito da imbricação entre tecnologias digitais, ensino de língua portuguesa e pandemia? Desse modo, empreendem uma análise para compreender em que medida a emergência do uso das tecnologias digitais impactou o surgimento de desafios em interface com estratégias e recursos que as professoras lançaram mão para continuar ensinando, ao mesmo tempo em que os autores refletem sobre os indícios de necessidades formativas.

O capítulo 4, produzido por Karla de Oliveira Queiroz e Rosângela Ferreira de Souza Queiroz, reflete sobre a natureza dos percursos formativos organizados pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME SP), em 2020, ao mesmo tempo em que os avalia na relação com as falas de duas professoras que atuam no ciclo de Alfabetização na rede municipal de ensino de São Paulo. 15 Nesse sentido é que empreendem uma discussão importante no processo de construção da leitura e escrita nos anos iniciais em um contexto remoto, evidenciando a relevância da formação continuada.

Vanessa Valentini e Bruno Viégas finalizam a segunda parte com o capítulo 5, “Tecnologia e docência na pandemia: das margens aos centros da disputa pela autoria”, o qual objetiva discutir a autonomia docente a partir do discurso do determinismo tecnológico e da apologia da modernização na gestão pública e institucional. Para este capítulo, os autores realizam, a partir da entrevista com os professores, dois grandes recortes para análise: experiências com as tecnologias mobilizadas para a adaptação ao modelo do ensino remoto e perspectivas para o “novo normal” no contexto educacional, encampando uma importante reflexão sobre um futuro presencial que tanto desejamos.

“Novos e Multiletramentos na formação docente” denomina a terceira parte deste e-book, que inicia com o texto de Mariana Dahrouge Belufe e Sabrina Amorim Moreira. As autoras apresentam aporte teórico e análise centralizados na formação docente e no eterno embate da dicotomia teoria e prática, com o objetivo de analisar, a partir das falas de dois professores entrevistados, a apropriação do uso de multimodalidades, a ressignificação de instrumentos de comunicação e as condições estruturais vivenciadas neste contexto histórico.

Na sequência, Ana Luisa Marrocos Leite e Renata Andrea da Silva desenvolvem seu capítulo à luz dos estudos de Certeau (1990) sobre os modos de fazer do cotidiano, do New London Group (1996), com a teorias dos multiletramentos e sua operacionalização pedagógica proposta por Cope e Kalantzis (2000). As autoras desenvolvem a análise das entrevistas buscando entender como a estratégia representada pela implantação emergencial da pedagogia dos multiletramentos tem funcionado e quais são as pistas ou indícios de táticas surgidas que aparecem no discurso dos entrevistados e que podem apontar para uma (re)invenção do cotidiano escolar no cenário pandêmico.

Suzy da Costa Rocha e Victor Schlude, no oitavo capítulo, desenvolvem uma análise socioideológica-enunciativa das narrativas docentes a fim de interpretar práticas docentes pandêmicas a partir de um repertório de novos e multiletramentos e educação digital. A discussão dos dois domínios ‒ o de produção pedagógico-científica sobre uma educação contemporânea e a realidade educacional possível durante a pandemia ‒ evidencia demandas e contradições quase que permanentes na educação, seu par teoria-práticas e os entraves sistêmicos e estruturais do sistema educacional.

A quarta e última parte é iniciada com o capítulo 9, escrito por Bruna Ximenes Corazza e Elaine Pereira Andreatta, que realizam uma análise comparativa das experiências das professoras entrevistadas, as quais pertencem a regiões diferentes do país (sudeste e norte) e vivenciam práticas escolares em âmbitos distintos. A comparação das duas realidades escolares foi realizada a partir de três abordagens: condições heterogêneas de acesso, reflexão sobre a interação e a aprendizagem dos alunos e formação de professores e tecnologia.

Kauan Taiar Schiavon e Carla Botteon Catai finalizam a coletânea de textos com o capítulo 10, trazendo relatos da educação na pandemia na comparação entre escola pública e privada, com a preocupação de discutir a desigualdade social presente nos contextos escolares diante do novo cenário, dando especial atenção às experiências dos professores e percepções subjetivas dessas experiências.

Gostaríamos de concluir esta apresentação com a compreensão lúcida e empática de que o mundo em e pós pandemia é um mundo constituído de ruínas e rupturas. Os impactos, os cansaços e avanços neoliberais têm deixado marcas que somente intensificam distâncias sociais e políticas de restrição e exclusão educacional, profissional e cidadã. Este livro, apesar de um respiro, uma mirada aos vagalumes, um mapeamento das frestas, assume o mundo em ruínas que se apresenta. Como argumenta Tsing (2015), em um planeta de massiva destruição ecológica e capitalista, é necessário construir um horizonte do apesar. Não um apesar apolítico e resiliente, mas um 17 apesar do inédito-possível (LIBERALI, 2020)[5]. Para Tsing (2015)[6], este inédito-possível está na forma de cogumelos japoneses que, em dado momento, passam a nascer somente em ruínas, muitas vezes em cenários de catástrofe ambiental de antigas regiões industriais. Os cogumelos nascem porque calharam de nascer; e isso, em si, cria outras potências. Os cogumelos não representam uma volta no tempo ou uma dobra nos círculos de desesperanças. Os cogumelos convivem com e apesar do caos.

As reflexões aqui tecidas, portanto, esboçam um inédito possível como “o resultado dessa dialética entre o possível e o restrito” (LIBERALI, 2020, p. 17). Isto é, que os impulsos de mudança e transformação para “uma educação melhor” nunca apaguem as desigualdades e ruidosas dificuldades estruturais, formativas e pedagógicas que fundamentam nosso sistema educacional. E, lembremos:

Nós estamos presos com o problema de viver apesar do arruinamento econômico e ecológico. Nenhum dos contos de progresso ou ruínas nos narram como pensar sobre a sobrevivência coletiva. É nossa vez de prestar atenção à colheita de cogumelos. Não que isso vá nos salvar — mas talvez abra nossas imaginações (tradução livre de TSING, 2015, p. 19).

Não somos cogumelos, muito menos vaga-lumes, mas talvez ambos nos ensinem que a vida, e, também, a docência, tem esse misto de gostos amargos, doces e ainda não identificáveis. A exemplo deles, quem sabe possamos estar cada dia mais juntos, nesse instinto de sobrevivência, resistindo ao caos, nesse desejo de futuro que nos obriga a aprender na urgência, mas nunca sem refletir sobre toda a história que essa urgência carrega.

Notas de rodapé

[1] DIDI-HUBERMAN, Georges. A sobrevivência dos vaga-lumes. Trad. Vera Casa Nova e Márcia Arbex. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.

[2] A propósito, usaremos preferencialmente o termo Ensino Emergencial Remoto e a respectiva sigla EER, embora tenhamos mantido o termo Ensino Remoto Emergencial e sua sigla ERE, nos capítulos que optaram por essa forma.

[3] O Manif(r)esta (2021) é um manifesto formulado pelos integrantes do grupo de Pesquisa (Multi)Letramentos e Ensino de Língua Portuguesa (@melpunicamp; https://www2.iel.unicamp.br/melp/) e lido na abertura do III Encontro do MELP, em maio de 2021.

[4] No âmbito dessa mesma pesquisa, foi gerado um conjunto de dados que se refere às práticas de letramento acadêmico vivenciadas por graduandos de cursos variados no primeiro semestre de 2020. Os pesquisadores colaboradores foram estudantes matriculados na disciplina LA104 — Letramentos teoria e prática, obrigatória no primeiro semestre do currículo da Licenciatura em Letras da Unicamp, ministrada no primeiro semestre de 2020 pela Profa. Márcia Mendonça. Um formulário on-line foi respondido por 250 participantes e foram realizadas oito entrevistas semiestruturadas com graduandos. Além disso, os estudantes da disciplina produziram um total de quarenta diários de campo. Esses dados não serão objeto de discussão neste livro.

[5] LIBERALI, Fernanda C. Construindo o inédito viável em meio à crise do coronavírus — lições que aprendemos, vivemos e propomos. In: LIBERALI, Fernanda C.; FUGA, Valdite Pereira; DIEGUES, Ulysses Camargo Corrêa; CARVALHO, Márcia Pereira de. (Orgs.). Educação em tempos de pandemia: brincando com um mundo possível. Campinas: Pontes Editores, 2020.

[6] TSING, Anna. The Mushroom at the End of the World: On the Possibility of Life in Capitalist Ruins. Princeton: Princeton University Press, 2015.

Informação adicional

Ano de lançamento

2021

ISBN [e-book]

978-65-5869-493-9

Número de páginas

294

Organização

Elaine Andreatta, Márcia Mendonça, Victor Schlude

Formato