Descrição
“Quando se considera abrir a janela da mente e o mundo entra junto, tudo fica bagunçado, barulhento, colorido demais, como um quadro que não sei decifrar, mas que me chama — lembra aquele som que fica preso na garganta, quase uma palavra que não quer sair, só ficar ecoando aqui dentro, onde só eu escuto. É um mergulho em uma mente que sente demais, pensa diferente e vive no detalhe.
[…]
Escrever é tentar transformar esse caos em algo que faça sentido, mas e se o sentido não estiver na lógica? E se o sentido for esse ir e vir, essa dança de pensamentos que se atropelam, que se abraçam?
Sinto as palavras chegando como ondas que parecem desconectadas, às vezes suaves, às vezes fortes, querendo sair — eu as deixo vir, deixo fluir, porque escrever é deixar o eco da minha consciência ganhar forma, mesmo que essa forma não seja perfeita, mas seja autêntica, mesmo que ela seja só um pedaço do todo.
[…]”
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