Interpretando a paisagem das disputas: o que sabemos e o que não sabemos (e pensamos saber) sobre a nossa alegada litigiosa e beligerante sociedade

Autoria: Marc Galanter

Cada vez mais se fala de “litigância predatória” no Brasil, culpando-a por males variados mesmo sem saber direito do que se trata. Litigar demais é bom ou ruim? É bom para quem? Depende de quem está litigando? Aliás, o que é “demais”?

Nesse cenário, vale a pena ter outra visão. Se em “Por que ‘quem tem’ sai na frente” Marc Galanter usa esse outro olhar para nos mostrar a importância da diferença entre jogadores habituais e participantes eventuais, em “Interpretando a paisagem das disputas”, eles nos mostra que é preciso abrir os olhos para além do visão míope dos processos judiciais. Se lá a sugestão era ver pelo outro lado do telescópio, aqui se amplia o foco para apontar para as estrelas.

O discurso da “explosão de litigância” dos anos 1980 nos Estados Unidos guarda muita semelhança com o da “litigância predatória” dos anos 2020 no Brasil. Ambos são baseados em muitas opiniões e poucos dados; ambos concluem que a responsabilidade, mais uma vez, é, sobretudo, daqueles que não têm. Falar em “litigância predatória” reversa ajuda, mas não resolve, caso não haja uma abordagem mais ampla do conflito.

Para tanto, ver e interpretar a paisagem com outros olhos é imprescindível. Ao oferecer a presente tradução ao público brasileiro, o que se busca, assim, é ampliar os horizontes da visão. Afinal, como diz Italo Calvino, “em cada forma de olhar uma cidade, há uma cidade diferente, uma cidade invisível.

Ano de lançamento

2025

Formato

ISBN

978-65-265-2482-4

ISBN [e-book]

978-65-265-2483-1

Número de páginas

133